VISÃO x EXECUÇÃO NA SUA EMPRESA. VOCÊ ESTÁ SABENDO DISTINGUIR?

Inicialmente, necessário distinguir e delimitar a principal diferença entre a VISÃO x EXECUÇÃO.
Que ambas são essenciais à sua organização, não temos dúvidas. Mas, ainda que estejamos falando de dois termos aparentemente fáceis de diferenciar, na prática às vezes não é tão simples assim.
Primeiramente você toma uma decisão e alinha um objetivo, então, traça um plano pra chegar a este objetivo, e, por fim, o executa.
A VISÃO é o ponto de partida de todas as grandes coisas que desejamos realizar.
Especificamente no mundo dos negócios, é a grande ideia de onde sua empresa pode ir, seja do marco inicial (quando se está entrando no mundo do empreendedorismo), seja como uma extensão de onde se está (com uma empresa em consolidação/consolidada).
Podemos enxergar a visão como a característica que define objetivos.
Entretanto, a visão sem a efetiva execução, não passa de uma ideia “que não saiu do papel”.
A EXECUÇÃO, por sua vez, é o que leva você e sua empresa a esses objetivos. É o que define sua capacidade de transformar um plano em realidade.
Quando sua empresa adota uma abordagem lógica e pautada na disciplina, via de regra, usa técnicas diferentes para converter as ideias em resultados (normalmente observando seu nicho de mercado e o tipo de abordagem e técnicas procedimentais que melhor se encaixam à sua realidade).
Importante esclarecer que uma visão sólida é essencial, visto que é o impulsionador para o planejamento do seu negócio. Dentro deste planejamento, por exemplo, devem-se levar em conta as finanças, o padrão de qualidade que você pretende ter na sua prestação de serviços ou no produto que pretende vender, qual é o plano de crescimento para aumentar sua clientela, expandir estoque ou realizar inovações na sua área, métodos sustentáveis (seja com o financeiro de sua empresa, seja com o meio ambiente), dentre tantas outras.
Após delimitar qual é sua visão, planejar e estipular os meios que pretende empregar para se chegar ao resultado, é hora de focar na execução. Entender que por meio de ações contínuas de melhoria e desenvolvimento, inicia-se a conversão da ideia em resultado.
Mas você pode estar pensando: “Olha, muito legal toda essa história, mas na prática as coisas não são tão fáceis e tampouco ‘redondas’ como aqui descritas.”
Pois é, e aqui entra o alerta e algumas das situações que podem ocorrer quando se tem a coragem de empreender.
Executar uma ideia pode ser muito desafiador, especialmente quando as pessoas decidem por não fazer nada sobre elas, ou, por conta de fatores externos, a execução se torna (quase) inviável.
Os obstáculos são inerentes, não apenas no mundo dos negócios, mas num contexto geral da vida do ser humano. Mas, especificamente quando tratamos de negócios, precisamos ter em mente que o caminho para realizar a ideia e transformá-la em resultados é um constante trabalho.
O seu papel aqui é se certificar que promoverá ações contínuas e que a mudança sempre será bem-vinda.
Neste aspecto, estamos tratando de situações que estão sob o seu controle, ou seja, dependem exclusivamente de você para dar certo.
Por óbvio que há momentos em que algo inesperado acontece e muda todo o rumo das coisas, mas quando se está comprometido e cercado de ideias e pessoas que reforçam seu potencial e estimulam sua busca pelo sucesso, o caminho se torna menos hostil.
E, por tratar de situações que dependem de você, existem algumas armadilhas que devem ser evitadas:
1) Debruçar demasiado tempo na fase de planejamento. Não é que esta fase não seja importante, pelo contrário, um bom planejamento pode definir muitas coisas. Mas, como dito no início deste texto, a visão sem a efetiva execução, não passa de ideais que não saíram do papel.
2) Acelerar o processo de implementação, ou seja, tentar implementar todas as fases de uma só vez.
3) Não reconhecer que necessita de pessoas ao seu lado, tampouco consultar sua equipe para a tomada de decisões.
4) Priorizar a “chegada” ao invés do “caminho”, ou o dinheiro ao invés do projeto em si.
5) Não permanecer em constante atualização e busca por conhecimento.
6) Não comunicar sua equipe de sua ideia e o plano de implementação.
Falaremos um pouco acerca do item 6, visto que é um equívoco frequente.
Não há como exigir de seus colaboradores que comprem sua ideia ou sigam regras específicas sem antes comunica-los do motivo destas diretrizes. Isso os tornaria robôs e com certeza não gera o sentimento de valor e pertencimento tão esperado em toda organização.
Somente quando um plano é comunicado aos outros é que pode ser efetivamente seguido e executado. Esta atitude envolve o seu pessoal e esclarece quem está com você objetivando um crescimento em conjunto e quem está na sua organização por necessidades pessoais.
Não há certo ou errado nas duas hipóteses acima, entretanto, cabe a você identificar qual das opções se encaixa no que você espera dos seus funcionários e para o futuro de sua empresa.
Muitos líderes delegam a comunicação de sua visão e execução a outros colaboradores. Ou, deixam de fazê-lo por completo.
Quando este ponto é atingido, a falha na comunicação é gritante e coloca em risco o sucesso de crescimento, bem como o andamento de todo um trabalho que vinha se delineando.
 Não há sucesso e evolução sem comunicação!
Para que essa situação seja abolida de sua organização, ou ao menos diminuída, nunca deixe de falar a sua equipe quais as metas, ideias e planos de execução.
Qual o objetivo a que ela trabalha, repetidas vezes. Seja de forma verbal, escrita, com seminários motivacionais, relatórios de desenvolvimento profissional, reuniões, etc.
Ainda que a fase de execução já esteja sendo implementada, nunca deixe de rever seus objetivos, ideias, metas. Essa atitude traz o sentimento de origem, de como tudo começou, do carinho e da força de vontade gigantes lá do início.
Esse sentimento certamente ficará evidente a todos e os impulsionará a entregar o seu melhor.
E então, sua empresa está na fase de VISÃO ou EXECUÇÃO?
Nos próximos posts falaremos mais especificamente de cada uma destas etapas. Continuem nos seguindo.
Material elaborado por Ketlyn Silva – OAB/PR 96.866.